quinta-feira, 27 de julho de 2017

António Vieira


         Não acreditaríamos se fosse-nos dito que em pleno século tecnológico ele existisse. Sim, um homem de estatura mediana como muitos, 1,67 cm, para ser mais preciso, calvo, de nariz esticado e batatoso, meio marreco, de pigmentação duvidosa, pois havia dias em que o seu ar aparentava ser de um ibérico, outras de um magrebino ou então de um equatoriano. Porventura esta dúvida pauta-se pela pele, por vezes limpa, do mesmo. Com um manto grande e negro, que outrora fora um cortinado, que hoje naturalmente, esteja que tempo estiver, vai limpando o chão à cada passo firme que dá, de chinelos, “hawaiainas”. Descrevemos António, Vieira de apelido, um adulto de meia idade, a quem resta uma pequena e velha casa, que pertence a sua morta família há mais de 150 anos e que já tivera imensas reformulações e anexos, mas não no turno de António, guardião deste pobre espólio, que desligou-a do sistema. Sim, sem luz, gás ou água, sendo a única iluminação dada por um candeeiro da rua, a água de um poço, e o fogo, com os tristonhos ramos desflorados no chão. Dos dois quartos, sala, cozinha e casa-de-banho, restam poucos traços caracteristicamente sociativos, visto que num dos mesmos por deter um período efectivo de luz entre as 08:00 e as 15:00, tem uma horta impressionantemente edificada sobre materiais mundanos e que vão garantindo a sua sobrevivência. A sala tinha apenas uma mesa de pinheiro, datada de 1904, uma estante traçada abarrotada por livros, dos mais variados, como aliás toda a casa pelo chão, onde Platão deliciosamente dava lições a Francis Fukuyama, como a todos nós. O bem mais valioso e estimado deste ser, como já reparamos dificilmente seria ele mesmo, era um pequeno relógio de bolso, herdado geracionalmente, até ele, pois não tem filhos, acha. Com o relógio poderia controlar o seu dia, como até o quarto onde seria a sua horta, garantindo assim que não falha a hora do seu sermão diário. Sim, sozinho e num banco, num largo quase como qualquer outro, neste século, onde fileiras de pessoas, em constante e rápido movimento, ai peço perdão, formigas, não ligam a nada que ele diz. Ali fica duas horas certinhas, sem respostas, só, no eco da sua voz, dando por fim as diversas moedas que jazem nessa sua frente à Pedro, um suposto sem-abrigo, se calhar único seu amigo, familiar até!

Assim proclamava contra o mundo, os seus costumes, hábitos e mote, escrevendo por fim num diário velho, sua Magnum Opus. Daquele dia escreveu, “Dei mais moedas ao Pedro, ninguém parou, Dia 20”. "Quantos mais serão?", pensou, mas a sua missão um dia, com a teia segurará peixes, não os matará como nós, vil humanidade, deixá-los-á na água, a respirar, pois António de sobressalto, sem ar, acordava pelo menos 3 vezes por semana. Eram pesadelos dizia-lhe Pedro, porque também os tem, na rua. (António nunca convidou Pedro a juntar-se a ele). Rotineiro como sempre, estes Kantianos exacerbadores do carpe diem, que esquecem-se da parte sentimental do tempo, ia no seu 50º dia de sermão seguido, quando faltando apenas 5 minutos para terminar, um jovem roto sentou-se. António parou, não sabia o que dizer, até que o moço grita-lhe para continuar e que teve coragem para ouvi-lo por fim “MESTRE”. Escreveu 6 páginas no seu velho diário, nessa noite, sentiu. "Alguém, por fim". Exclama! E assim continuou o jovem, todos os dias ali sentado ouvia o sermão, todo ele vestido com um só manto, também acompanhado por Pedro e inevitavelmente por mais 20 tristes rostos, lamuriando as suas vivências e respondendo firmemente a este novo sábio. “Ahh, como 3 pessoas conseguem mobilizar 20, 50, 100, 1000, com esforço, suor e lunatismo”, pensou António. Dai que, no 200º dia seguido de prece, cerimoniosa, mais de 2000 pessoas estavam reunidas num culto, jamais de 2 horas, pelo menos certinhas, por vezes era o dia inteiro, a semana ou o mês. António criara uma religião, onde vestes negras, um diário sagrado com mais de 500 páginas, onde após a chegada do jovem muitos irmãos e irmãs iam sendo por ele descritas, codificando-os que nem num córtex, num só, um sonho real do seu subconsciente. António era hoje uma estrela, não de Hollywood, mas certamente daquele cinema ou colina. A sua casa tinha já sido desvendada pelos seguidores deste mestre, o seu diário replicado por um dos seus seguidores que detinha uma empresa, antes de ouvir o culto e de ter-se divorciado da mulher. “ A culpa é dela”, soltou o desgraçado por entre a multidão, em lágrimas, bêbado e sujo. Hoje anda de manto negro, mais um!

1000º dia de culto, António estava mais velho do que nunca, tendo a voz cansada e rugas que afundavam a sua cara, de forma surpreendente. Todas as suas plantas, no fundo a horta, estava morta, seca, abróticas, para alimentarem esta abrótea. Perdera tempo para cuidar da mesma, os mais de 10 mil seguidores sugaram-lhe a alma. O palco já não era um banco, era um grande altar, com vidros altos, papais para que não sofresse um papa-martír-cídio, porque Jacinta e os outros pastorinhos podiam ser canonizados, santificados em algum nome, mas este mundano jamais estaria seguro porque fazia o trabalho do Estado mais forte e perigoso do Mundo. Já não usava o relógio, agora iam buscá-lo a casa, transportavam-no até ao altar, fraco, mas limpo. Como as coisas mudam, nosso santo orador é hoje terráqueo, sente os prazeres da pele, com pele, contra pele, caindo na cama redonda, perfumada por 3 benditas irmãs. “Chiça, velho e louco, mundano”…exclamou a já apagada consciência! Como sabemos, rapidamente apareciam, as dezenas, seus bebés, santos. E assim prosseguia esta saga no seu 2000º dia de culto, jamais seguido, pois a popularidade de António não o deixava, onde mais de 30 mil seguidores de todo o Mundo viviam por ele. Viagens faria, conta bancaria abriria, seus mandamentos, de longe diário, best-seller seria, do dia, da semana, da vida!

Por fim acordou, no 2017º dia, desde que o primeiro fruto podre sujou-lhe a cara e o manto, pois na realidade era uma chuva deles, torrencial, e sentia-se exactamente igual a esse momento. Izanami e Izanagi criaram os ciclos viciosos de um ser, retornando-o a criação, a morte, porque até sozinho António acordou, onde uma luz forte que há muito não vira, reluzia num dos seus secos vasos, que ia incessantemente chamando por ele. Assim corresponde à intuição, como poucos nós fazemos no dia-a-dia nesta terráquea vida, contemplando por fim uma pequena hortelã rodeada de terra, ramos secos e folhas. “Como?” Perguntou-se. Poderia num vaso sem água, terra totalmente ela seca, provir vida? Pelo menos 1953 dias desde à última vez que vira o vaso, e no entanto aqui esta, verde e com veias azuis pequenas, uma hortelã. Ai, como este santo mundano homem esta enganado. Pois, se chove e acumula, ela, água, nossa vitalidade, encontra caminho até por fim cair e cair, eclodindo uma semente à centímetros da terra seca, morta. O padre cai em si. Ora desculpe-me, o visionário Vieira cai em si, no reflexo de um espelho do novo guarda-fato no seu quarto e chora, chora. “O que sou? Quem sou?” pergunta-se ao mesmo tempo que procura o relógio de bolso, o manto velho, os chinelos, a VIDA. Nada encontra, sai nu, correndo em direcção ao largo que fundara a sua epopeia, acompanhado por 5 mil irmãos e irmãs, que também nus, junto a si corriam sem saber o motivo. Chega cansadíssimo ao altar. “O que tem o meu corpo?” Perguntou a consciência, que devolve a bola com um amorti junto a rede da mesa de ping-pong que é a nossa sina, onde o coração não consegue responder a tempo do outro lado. Sobe ao altar e contempla 35 mil pessoas em êxtase, sem roupa, como ele. “Irmãos, Irmãs, IRMÃOS, IRMÃS” grita. “Tudo isto é errado. Por favor acordem, pois somos aquilo que inicialmente combatíamos”, diz. A multidão silencia-se deixando que se note a tarde ventosa que chegara, como um relâmpago. E como ele próprio, um relâmpago, caso na retina não tenha ficado a sua passagem visual ou o seu estrondo, “BRUMM”, rebentando a barreira do som, o silêncio termina, instalando-se um murmúrio constante entre os diversos irmãos que choravam e gritavam enquanto António mantinha-se chocado e sem perceber estas emoções. Pedro aparece por fim, hoje já limpo e bonito, acompanhado por uma senhora, que chorava compulsivamente como ele, dizendo: “ Irmãos, Irmãs…Ir..mmm…ãos, infelizmente o dia chegou. Nãoooooooo. Nãooooo, não queria, ninguém quer, mas...agarrem-no e ponham-no na Arca”. E agora António estava mais incrédulo do que nunca, enquanto 4 irmãos cautelosamente agarram-no, elevam-no, guiando-o para a Arca enquanto todos choravam, agora até António, que perguntava o que se passava, sem resposta. Estes hirtos choros davam a atmosfera um tom cerimonial, e o era de facto, pois na Arca já se sentia o calor do fogo, alto, ruidoso e triste, enquanto nosso sábio tentava fugir, gritando em vão. Chegávamos ao fim da longa caminhada até a fogueira enquanto António, louco ,chamava por Pedro perguntando-lhe o motivo daquela loucura. Assim Pedro ergue as mãos para o céu tendo a página 95 do Diário/Bíblia aberto(a) aponta para o segundo parágrafo e sofridamente exclama: “ Como aqui referes, este dia iria acontecer e que dir-nos-ias que tudo era mentira e errado. Segundo, tu próprio, não merecerias mais viver caso este dia acontecesse e por tal construístes a Arca, que guiar-te-á, a verdadeira Energia dos Universos, através das chamas que alto falam”. António não se lembrava disso, nem do resto e nem dele mesmo. Não mais gritou e de rosto trancado, triste, e enigmático é atirado para as chamas, de onde ainda ouviram-se 4 gritos de ardor e por fim sentiu-se o cheiro da sua parte física no ar. Todos choravam. Todos choravam. Todos…Até que por fim Pedro fala a multidão: “ Bendito nosso Mártir, Imortal é a sua Alma”, 35 mil em coro o aclamam, repetidamente. “Eu...Bem, NÓS, continuaremos o seu trabalho. A sua pegada é eterna em cada um de vós”. Disse o antigo sem-abrigo roto, hoje acompanhado por uma senhora. António sorriu pelas chamas, mas ninguém viu ou ouviu apesar delas falarem alto, pois bradavam aos céus, venerando o relógio de bolso do mesmo! 

O' Camões Preto in , "Vidas- Colectânea de Contos". 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

(Re)Encontro(s)

Teu olhar,
Sinto-o, num
Piscar,
Ora teus lábios,
Mais do que no morder.


O' Camões Preto



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Escrevo,

Conto,
Segundo a segundo,
Tua chegada,
O nosso beijo.


O'Camões Preto

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Aprendiz


Sou um aprendiz no amor,
Confesso…
Distâncias criam-se,
Algumas sociais,
Nunca minhas,
Pois sou aprendiz e nesse processo erras,
Erro,
Erramos…

Por vezes, num declive artificial,
Sem forças para qualquer um,
Que o tente subir, que estafado, vai, a meio…
Sou aprendiz no amor
Quiçá na vida,
Mas subirei esse declive
Junto de ti,
Minha mestre!


O’CamõePreto   

"Capicua da minha vida"- vol.1

Meu mel
Que em tudo é sublime.
Olhos rasgados que minha alma vê,
Lábios carnudos que meu coração desarma,
Ama-me
Como as abelhas ao mel. 

O'CamõesPreto.

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Odisseia a nossa,
Amor nada brando,
Num tique-taque de memórias,
Recentemente criado,
Mas parece que sempre,
Aliás como outrora,
Noutra vida,

Apreciado

O'CamõePreto

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Esse cabelo solto,
Rebelde sobre o vento,
Leoa na savana,
Esbelta,
Em rodopios,
Num xeque-mate,
Ao meu coração

O'CamõesPreto


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Cai a noite, trémula,
Fria, melancólica.
Tenho meus pés frios,
A cama solitária,
No semblante do escuro,
Teu rosto sorriu,
O meu responde da mesma forma
A temperatura aumenta,
O dia abre
O coração dispara!


O'CamõesPreto





                                                                                                                              1

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Em reverso

É um até já,
Eu sei,
As pernas tremem,
O comboio arranca,
Fixo em ti estou,
Até ao último momento.

Sei, prontamente, que,
Regressaremos ao início deste verso,
Nosso amor, ao reverso,
Lutando, gritando,
Querendo, instante a instante,
Nós. E mais nós, e mais nós.

Egoísta este nosso ser, uno,
Busco, sigo,
No crepúsculo fino,
Teu rosto, sinalizado na bruma,
Escura e estranha
Pelo teu primaveril e doce cheiro.

Amo-te, ecoa o vento,
Respira a terra,
Brandam as árvores,
Quimeras,
Frutos únicos de nosso amor,
De regresso em reverso, neste verso!


O’ Camões Preto

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Simbiose.

Vem,

Não temas,
Não ligues a dogmas.
Beija-me e dorme,
Sob meu braço,
 Meu amor.

 Não ligues o que olhos difusos possam ver,
Invejar, nossa ligação e ternura,
Pois nossa absorvência,
Não recua, nem pisa, essas coisas obtusas,
De tal vida!

Chega mais perto,
Deixai-me sentir teu respirar,
Meu coração por ti palpitar,
Minha cabeça sob teu ombro encostar
Contigo assim fabricar, sonhos e intempéries sem fim.

 Como a nossa,
Num soneto com valsa,
Sentimento puro, sabemos!
Vem, não temas,
Já noutra vida estivemos juntos,
Eu sinto-o, com o cintilar dos teus olhos,
Que juntos aos meus,
Nosso amor vê!

 O Camões Preto











segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Narciso Miranda

A volta mantem-se a sua cabeça, torta, apesar do dia que acorda e que retorna, todos a sua rotina. Esta é a de Narciso Miranda, que é mistura de raças, semblante da beleza e do destino, homem nascido em berço de oiro e diversas vezes massajado na sua chaise-long de carvalho. Vê horas em relógios de marca e acelera em viaturas do futuro. Hoje acorda com olheiras, que criam papos sob os seus olhos verdes. A noite tinha sido longa, estamos no inverno, lembremo-nos, e da natural necessidade de aquecerem-se os pés, com alguém, num micro aquecedor debaixo de lençóis. A noite tinha sido acompanhada, três micros aquecedores aqueciam aquela cama, apesar da senhora Miranda encontrar-se em casa, supostamente tomando conta dos seus dois filhos. Naquela noite, Narciso acompanhou-se de material diferente, inteligentes no seu jogo, que em “check-mates à pastor” vão derrubando estes reis, que naquele tabuleiro nunca poderão contar com a força e versatilidade de uma rainha. Cada um desempenha um papel neste jogo, de jogadas calculadas e premeditas, crivadas de armadilhas, onde peões são sacrificados na primeira fila desta guerra entre diferentes. “Tenho reunião as 10”, exclama tonto, enquanto que os escoceses vão dançando na sua cabeça, e o terrível Tanqueray tomando conta do seu estomago, envolvendo-o numa manta de acidez. Para a cabeça terá que riscar sobre a mesa o pó da morte, branco, com a nota de 5 euros, gasta e dobrada. Chega a pensar nas diversas pessoas que a pegaram e na humildade de cada uma, “mas o dinheiro é sujo Narciso e tu o sabes bem”, diz-lhe uma voz interior! Acordou, duche rápido, fato azul posto, café na mão. Empolgado lá vai, hoje trouxe o Mercedes, pensa nos números que dirá e que terá que ligar a esposa, confirmando a suposta saúde dos seus filhos, parcos de mente, superficiais em espírito. Enganos na vida, chegará o dia que baterão com a testa na parede, há pessoas que não têm que crescer rápido de mais, não aguentam. Pensa por fim nos números que apresentará ao senhor seu pai, cabeça da economia, Imperador com escravos, pois o que é hoje o trabalhador? Conduz enquanto bebe o café, sereno nesta vida de velocidade e individualismo, cega nos seus paraísos, e desviada da racionalidade dos factos. Que se diga de mim e de Narciso, mas este, tinha o cabelo desajeitado, terá que ajeita-lo, temos que apresentar-nos nas maiores perfeições no momento da acção e do desempenho das nossas personagens, neste teatro. Fá-lo-á enquanto conduz, “cautela” dizem-lhe os seus anjos da guarda, mas à volta a cabeça escolhe muitas vezes diferente dos instintos e o carro é do futuro, não haverá problemas. Narciso olhou assim o espelho, não pousou o café. Como se tivesse três mãos, que na realidade eram dedos em dificuldade, controlando os chamados cavalos, e olha que este motor tem muitos, ajeitou-se uma e outra vez. O seu próprio sorriso seria a última coisa que viria, não se apercebeu da velocidade que ia, nem da curva acentuada, trabalhadora da Morte, que por coincidência fez um arranjinho de design e marketing, congelando-a. “Outros passarão por aqui”, assim deve pensar a ceifadora enquanto decora a seu prazer esta Terra. De Narciso Miranda sabemos que foi um pai e humano respeitador, assim esta no cemitério de Benfica, naquela lápide recheada de flores, umas tantas vivas. Os seus familiares estavam tristes, é verdade, mas também aliviados, só a Morte consegue criar ironias que nos escapam do coração. Mas Narciso esta bem, deixou-se da má vida mundana, manda cumprimentos e pede desculpa pelos incómodos causados. E esta mensagem é verdadeira, quem mo disse foi Deus!


O' Camões Preto in , "Vidas- Colectânea de Contos"

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Vida Plena

As gaivotas do Norte guincham, que vida plena. Quem me dera poder pairar, pelo ar, nunca só. Sinto esta brisa contínua de um ar nada mordaz, o Porto tem luz e isso reluz em mim, paulatinamente. Chego a uma nova fase, com diferentes protagonistas. Mas muitos mantêm-se firmes junto a mim e a eles, agradeço todas as fases até então vividas. O Porto tem luz, as gaivotas guincham e isso reluz em mim, o quão animais ainda somos, nas perspectivas confusas que nos entrepomos e que nos reduzem a este guinchar, permanente no ar, sociedade! Os graúdos são uma minoria, acreditem. Pois, fase a fase, o desejo de pairar sobre este ar cheio de luz e nada mordaz, habitual deste planeta destruído pelo tempo, nos seus contextos em prol de diversas conjeturas, jaz. Vidas destruídas, barricadas numa gruta funda, onde os pequenos raios de luz que nela entram, numa fenda, por um malvado controlada. As gaivotas de todos os pontos cardiais guincham, que vida plena. Os Portos têm luzes, atraquem! Jaylson Graça

domingo, 7 de junho de 2015

No apogeu de um falsete!

No apogeu de um falsete, ele toca a alma, toca a gente, nos recantos de uma memória que jamais esquece. Escrevo-vos meu caros, por entre linhas, sei que não sou brando, inclusive comigo, em melancolia constante pelas cinzentas nuvens que espelham o céu. Não sei porque escrevo, oiço apenas uma voz dentro de mim, que impele meus dedos sobre o digital, no escrutínio da verdade, mordaz ela, que não sou perfeito. Sou mais uma parte em desenvolvimento, de um semblante místico que jamais terá igual, a não ser noutra vida espiritual. Segundo mitos já vai na quinta, onde a mais importante foi passada no ancestral Egipto. Era o pensador das pirâmides, incompreendido pelos plebeus e pela aristocracia. Pois aquele túmulo não era para faraó nenhum, mais um tirano, chacinador, ignorante, mais um lobo disfarçado de lebre. Tanto se quanto máquina do tempo, pois na realidade o seu propósito era ser uma antena, que das correntes magnéticas e sinergéticas deste espectro obscuro circundante a Terra, onde a escuridão gladia com a luz do sol, tanto quanto mal e bem, espalhar por fim com a pirâmide boas energias pela Terra, para que mude um dia. Até hoje nunca foi concretizado, por mais vidas a minha alma passe. Porque nem todos sentem o apogeu de um falsete, e essa é a verdade. Essa é a dor impulsionada pela memória, daquele momento, específico, por tão poucos compreendido. Mantemo-nos paradigmaticamente na sombra, não percebendo as particularidades dessa teia que cobre o universo, negra mas pontuada de cantos de luz. Por lá eu vou sentindo, no apogeu de um falsete! Jaylson Graça

quinta-feira, 19 de março de 2015

Feridas

Escrevo, mas a minha alma chora. Chora porque ela não esquece, a ferida aberta e transcendente, que me magoa continuamente e que infelizmente esta ligada a ti. Sim, tu que foste simbiose deste ser durante tanto tempo. Mostraste-me sinergias no mundo que desconhecia, magia pura, que provavam que a força da vida está nos pormenores e para eles, não chegariam palavras suficientes para os decifrar, contar. Hoje escrevo, como outrora. Há uma raiva incessante em mim que me abranda. Não é ódio, é veneno que corrompe o coração e a mente de um corpo atirado borda fora. Mais um galeão da Invencível Armada afundado. Linhas históricas desniveladas, conversas cortadas e rostos enforcados. O poeta tem que ter cuidado com a noite, a melancolia fá-lo divergir ao sabor dessa névoa mítica, que o encaminha num acto sadomasoquista mas necessário, numa plataforma giratória de sentimentos e pensamentos, que entoam a síntese da sua filosofia, mas que nunca dirão tudo de si, na realidade. Por isso quem ama é poeta. É filósofo da vida. É sofredor nessa plataforma giratória de sentimentos e pensamentos, mas que recompensa. Hoje escrevo, não digo que te amo. Amo a vida e todas as coisas que ela me dá, boas ou más, na sua virtude, no seu saber. Hoje a minha alma chora, mas não caiem lágrimas porque sei que as feridas saram! Jaylson.

domingo, 9 de março de 2014

A Partida

Que a vida mude e a natureza transforme, Mas que nunca destrua o que dificilmente construímos. Os homens pensam-me maldoso, pois tal flor nunca tocaram, Tais olhos nunca miraram e tal alma nunca sentiram. Assim de mim invejam a menina, Em mim planeiam a partida. Atenção rapaziada, que em mim existe luta, Chama ardente e sempre astuta Que com palavras deixa-vos simplesmente perplexos. Cadê musa vossa sina, cadê em vós o chamado talento? Que de cantiga em cantiga sempre repetida Vão cavando vosso alento. Oh odes minhas e solitárias, ríspidas sobre terra e triunfais sobre o tempo De olhos sabem olhos, de meninos saberão suas mães De palavras sabem poetas, escrevem-nas sem saber porque De meu coração sabe o dela Por tal, adeus rapaziada, Estamos ambos de partida! Jaylson Graça.

sábado, 17 de novembro de 2012

Porque existem melodias sem titulo ou homenagem possível!

Qual será a justiça do mundo a não ser o nada e o vazio? Quem travará as suas lágrimas que, tal e igual ao Rio Minho que na sua nascente é tão branco e brilhante, assemelhando-se ao cristal ou então igual aos seus olhos, que, tão minuciosamente estão abertos, com medo. Que coragem terá ele, se já não tem as suas panquecas, que já não terá o seu “olá” diário dito com a voz mais doce do mundo, ou então o seu tão caloroso beijo na testa que tanta vez foi dado por esta virgem Maria ao seu filho que de bondade é tão semelhante a Jesus! Nenhum peito Leão aguenta tanta dor apesar de ser forte, porque viu sem nada poder fazer, tão linda Leoa que lhe fez sair de seu leito partir numa linha recta e cheia de luz para o céu! Voou assim a gaivota branca perto do Tejo, encarnando a liberdade de espírito que sempre teve nos momentos que com tal garra de animal lutava por uma vida que não teve nem nunca terá fim. Porque coração que ama não esquece. Porque olhos que vêm continuam a vê-lo. E porque ouvidos que ouvem continuam a ouvi-la alto, tão viva como realmente o esta, para sempre! Eu senti-o em todas as entranhas do meu corpo. Nesse dia, dos diversos rios de lágrimas fizera-se chuva intensa, a medida que trovoadas se davam sobre caras e buracos negros dentro de corpos, que tão desamparados estavam, necessitados de calor humano, de laços traçados e compartilhados num choro sem fim. Eu senti-o. Revogo egoísmos, porque sofri pela noite inteira, mordidelas e soluços sem som a medida que pela noite se travava uma luta de abismos num enrolar de cobertores, num corpo despido de sentimentos e de um coração, mais que amolecido, onde estará cravado para sempre o seu nome. Os meus olhos enchiam-se de água benta que calmamente se iam desabando a medida que pelo escuro aparecia a sua figura já com asas de anjo, de mãos esbranquiçadas, quentes e suas, tão humanas e verdadeiras aquando das festinhas que dava no gordo gravatinhas, o seu gato. Porque, como bem o digo. “Tudo isto e aquilo, aquilo ou aqueloutro, é a …” Com amor e carinho. Jaylson!

A Janela

Olho pela janela e vejo a imensidão do nada sobre os meus olhos, que, a medida que vão vislumbrando os pequenos raios de luz, fecham-se, num escuro destorcedor. A brisa esbate-me na face gelando-me os pensamentos, agravando a tristeza que o frio levanta sobre as suas égides, firmando a melancolia de uma manha de Outono. O pensamento não é nada, na verdade não passa de uma simples folha branca, cheia de rabiscos e confusões. A janela embacia-se ao mesmo tempo que a respiração fica ofegante e a mão trémula, ao ponto de deixar cair a chávena de chá, que tão cuidadosamente tinha sido preparada minutos antes, com uma saqueta enfadonha de camomila. Mas o que é a vida para além de bases imaginárias, criadas sobre plataformas tectónicas, instáveis, a que a muitos chamam sentimentos? Provavelmente só a brisa o sabe, mas vai dizendo a verdade através de assobios que ninguém percebe. O menino só passa a homem quando reconhece as suas responsabilidades. Quem me dera voltar a ser menino e de desvendar cada assobio dessa fria brisa.
Graça

sábado, 15 de outubro de 2011

Le ciel


Ao mesmo tempo que o céu estrelado se mantinha,
Tocavam 12 badaladas na igreja ao lado,
E se a pêra doce sua boca sabia,
Quer então dizer que de facto vamos ambos enamorados.

Porque se só a si minha donzela peço guia,
Quer também dizer que de si tenho todo o gosto e agrado.

Luzes das estrelas o céu mantinha
Por um amo-te,
Por vezes de cariz complicado.

Porque a si devo tudo doce diva,
Espero que ilumines este teu amor maravilhado,
Com tal alegria e simpatia,
Indo o moço de teu amor escravo.

Se é a vida e o amor?
Para que pensar muito?

É tão bom amar e viver sem o saber,
É tão bom provar o pouco que o amor sabe e por ele sofrer.

O Camões Preto

sábado, 9 de julho de 2011

O casal perfeito


A história de ambos remota aos primórdios das suas próprias existências, conhecem-se desde sempre e prontamente caminhavam ambos passo a passo no caminho da felicidade. Sim, mantêm-se juntos desde os cinco anos de idade quando ele agarrou com afinco e com toda a coragem as mãos de ambos, ascendendo-as bem ao alto num gesto de plena união e amor, afirmando que dali em diante ela seria dele e ele seria dela, para sempre. Assim tornavam-se num só ser desde cedo. Ela amou-o desde o primeiro momento que sentiu a sua presença, mantendo-se junto dele até hoje, e apesar de ser cega e de ele o saber, permaneceram-se juntos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza e nem a morte um dia chegará para os separar. É triste mas foi o seu destino. Perdeu a visão num acidente que fatalmente pôs duas asas de anjinho e um halo, por cima das cabeças dos seus pais, deixando-a assim sozinha num mundo assustador, fazendo com que ela vivesse com uma tia que viria a mostrar-lhe o portão da felicidade e do amor, que no fim seria coroado com o aparecimento dele, que por fim traria luz aos seus olhos avelã, cor de oiro e brilho de estrela. Mas no amor não importa se vemos ou se não vemos. Ela não precisa de o ver, porque quem ama vê as escuras, sente a distâncias impensáveis e ouve o coração do seu ser amado bater, numa ligação de telepatia e amor inquebrável. Isto não é a história de Romeu e de Julieta. Ela não é Bonnie e ele não é Clyde, mas são perfeitos um para o outro, caminhando lado a lado, passo a passo, de mãos dadas e sorrisos abertos, ele servindo de guia e o seu ombro de encosto, onde por fim pousaria ela a sua cabeça, ficando abraçados, aquecidos e sentados a medida que as folhas laranjas do Outono caiam delicadamente no chão, ao mesmo tempo também que os seus lábios vão-se encontrando mutuamente em longos beijos cheios de ternura e paixão. O primeiro beijo dela será dele e o primeiro beijo dele será dela. É uma vida simples preenchida de amor e carinho. A mão esquerda dele estava sempre quente para a mão direita dela, ao mesmo tempo que vão passeando e que vão quebrando tabus de uma sociedade mesquinha e atrasada, provando que o amor se sente e não se vê e que a cada dia transforma-se em algo melhor ainda, sendo um baú de surpresas que no fim revelar-se-á ser o coração de ambos, infinitamente apaixonados, um pelo outro!

JG

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Borboleta


Encontro-me deitado. Lentamente vou-me absorvendo na escuridão que me cobre num cintilar de sons que só a noite conseguirá explicar. No escuro os meus olhos não são nada. Não se vê, pensa-se muito e sonhar é tão fácil como um pestanejar que a cada micro-segundo acontece. Lembremo-nos que tudo isto é tão normal, como estão ligadas todas as partes da nossa mente ao nosso coração, e de dele cada veia, e de cada veia bombeado o sangue, e do sangue ser-se vida e na vida ter-se sentimentos. Mas neste caso eu não preciso de luzes, eu consigo ver-te as escuras. Sim, vejo-te sentada em frente à um espelho que tanto desejas partir. Partir, partem os pequenos cristais que verdadeiramente são as tuas lágrimas que involuntariamente caiem sós no chão! Isto não é um vislumbramento de uma mente que anda a roda e a roda numa plataforma instável de sentimentos. É sim de quem se preocupa, de quem para ti quer a maior felicidade e ternura mesmo sabendo que nunca te teve ou que nunca um dia te terá, para si. Mas o que tens? (interrogo-me) Porque não sorris como antes? O teu olhar que à tempos era tão brilhante como uma estrela é hoje seco, abatido, distante e triste, e infelizmente eu nada posso fazer a não ser rogar-te para que saias dessa escuridão sombria deixando de ser um cântaro fechando, por fim. Ouve-me, quem não se preocupa contigo é porque verdadeiramente nunca te quis bem ou um dia te quererá bem também. Abre as asas minha borboleta, meu anjo, voa para um céu onde a luz voltará a tua vida e ao teu sorriso. Iluminando por fim esses teus magnânimos olhos!

Ocamoespreto

segunda-feira, 6 de junho de 2011

É hoje!


Será hoje que, passados 10 anos de namoro e 5 de poupança extrema, que eu, pedir-te-ei em casamento. Meu amor, hoje será um dia marcante para ambas as nossas vidas e do mútuo sentimento que nos une, tão forte como o aço e simples como um girassol. É hoje, e após almoçar-mos por debaixo daquela árvore gigante, onde com apenas 11 anos de idade demos o nosso primeiro beijo, que por mim é tão presente como o último, que eu gentilmente desabrocharei de dentro do meu já gasto fato preto, o dito anel, que por fim ditará o nosso destino já certo, porque quando se ama tudo é bom desde o primeiro ao último momento. Comprei-o minha estrela. É de ouro com um pequeno diamante no centro, brilha tanto como os teus olhos e curiosamente nele esta inserido um reflexo contínuo do teu rosto. Ma vie, esta é a minha proposta que cuidadosamente é lida para ti por um mensageiro que nunca encontrará palavras no mundo que expliquem o quanto és especial. O quanto és única. O quanto és magnificente a cada passo que dás com esse teu sorriso imperial, a medida que os teus olhos reviram-se de este a oeste e de oeste a este, fazendo com que cada plebeu que veja relembre esse momento único, distinguindo-te com uma vénia! Obrigado por partilhares cada momento triste ou feliz da minha vida contigo. Obrigado por seres quem és e por favor nunca mudes. Desde pequenos que continuamos nesta jornada, numa jangada de flores e folhas rumo a felicidade. Aquela árvore sempre representou o nosso amor, na medida que cada folha roxa, que cuidadosamente é solta pelas diversas brisas, formam um arco-íris só nosso, num local só nosso e de um amor de ambos, que se permanece forte e coeso num só ser! Aproveitando esses lindos momentos, pedir-te-ei em casamento, coroando-te minha rainha…como sempre o foste!

Jaylson Graça

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A carta!


Já ia longo o dia quando sobre ti vieram-me as mais lindas e fantásticas memórias que o meu coração tão bem guarda, ao longo destes anos. Não sei, mas os diversos impulsos que um homem que de ti tem o maior apreço e gosto vêm sempre ao de cima. Não serão caracteres de uma máquina de escrever, nem uma letra transfigurada de um doutor que escreve num papel perfumado para que depois o vejas. Lembro-me bem de tudo apesar de parecer mentira. Está-me tão presente na memória aquele nosso verão bem passado a costa, onde a minha Vespa era o nosso transporte, de onde o vento esvoaçava o teu cabelo naquelas curvas que por mim tão cuidadosamente eram dadas com mestria de piloto e de quem vai apaixonado naquela Serra da Arrábida tão explorada por nós. Da areia também guardo eu lembranças, a medida que os nossos dedos em plena ligação escreviam juras de amor e os nossos nomes, naquele areal branco e amarelo, pedindo a água que se acalmasse, rezando para que a maré não subisse à uma velocidade exagerada e para que as ondas que tão violentamente rebentavam perto dos nossos pés, não apagassem aquela obra-prima carregada de paixão e cumplicidade. Os almoços eram sardinhas assadas acompanhadas de pão. A simplicidade sempre foi o marco da nossa paixão. Eu bem digo, a simplicidade é a maior das complexidades, porque tudo na vida começa por ser simples, tudo na vida é simples, morre-se, nasce-se e vive-se, é simples. O nosso amor era assim verdadeiro e único. Os longos beijos que dávamos ao sabor do vento e do sumo de morango que se espalhava pelas nossas bocas, transformavam a Vespa numa nave espacial, de onde cada beiça puxada pelos dentes e cada arranho dado nas costas seriam combustível de uma nave que transbordaria com os seus propulsores para fora da galáxia, e do universo. Sim, lembras-te? Hoje não sei nada sobre ti. Desapareceste num para sempre que é hoje confirmado pela tua ausência e pela minha solidão. Procurei-te anos a fio e sem descanso. Bolas, fugiste que nem uma pomba branca assustada para longe dos meus olhos a medida que eles desabavam lágrimas sem fim, e a mesma carta que deixaste dizendo, “Desculpa tive que me ir”, ser queimada de raiva por mim a medida que soluçava e esmurrava aquele areal branco e amarelo por cima dos nossos nomes! Nem sei porque e para quem escrevo isto, se não passas de mais um espectro da minha mente e a origem do buraco negro que é o meu ser. Mas isto tudo não importa já que estou extremamente bêbado e, e , não sei o que fazer. Se calhar atarei esta carta há um pombo e ele que por magia te encontre e que te diga o quando ainda és importante, para mim.

Jaylson Graça

terça-feira, 5 de abril de 2011

Adeus amigo, adeus !

De que vale pensar ou questionar como estás? Se vives bem? Se respiras? Se choras? Se sofres? Ou se em mim pensas? De nada, e nunca valeu, pensar ou questionar isto. Simplesmente sinto-me triste devido as diversas memórias que tenho de ti. Não há mais shake and bake, ou bake num hambúrguer acompanhado de uma fatia de queijo derretido tantas vezes comido por nós, na maior das aflições. Não quero que me venhas falar. Não quero que penses ou que te questiones o porquê que eu, tão melancolicamente escrevo, estas palavras. Foi um impulso de um amigo que chora a medida que te vê saltitando numa prancha daquelas que existem numa piscina, de onde após apanhares balanço pelo ar e elevação, num voo bem a pique e sincronizado, cuja a pista de aterragem é simplesmente uma piscina sem água, que estupidamente evaporou e da qual só sobrará, o teu corpo morto!

Jaylson Graça

(Felizmente é Abril)

segunda-feira, 14 de março de 2011

The VIRUS by fernando pinella



The virus é uma longa metragem portuguesa em que a acção e o mistério são as palavras chave.
O "virus" de que se trata o filme "salta" de mãos em mãos, quando na tentativa da sua venda, no momento da acção, um agente especial da CIA aborda ambas as partes interessadas e vários tiros são trocados.
Entre a confusão, o grupo responsável pela venda da substância consegue fugir levando consigo o virus e o dinheiro. Estando assim montado o cenário de "gato e rato" entre a Central inteligente e o criminoso que foge com o virus. O que os agentes não sabiam é que este é um mestre na fuga, tendo capacidades quase sobrehumanas. Investigações demonstram que este é ainda a ultima das 3 pessoas no mundo resistentes ao virus, o que causa medo e transtorno na vida do agente da CIA.

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